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Isso que eu não ouso dizer o nome; Isso que me faz contar as horas, Isso que Brilha quando você chega; Isso que não sossega que não desprega de mim; Isso tem que ser assim ?
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Soneto de
Fidelidade
De tudo
ao meu amor serei atento, Quero vivê-lo
em cada vão momento E assim,
quando mais tarde me procure Eu possa
me dizer do amor ( que tive ):
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Tudo quanto
penso,
Tudo quanto sou É um deserto imenso Onde nem eu estou. Extensão
parada Fernando Pessoa, 18-3-1935
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Tenho
esperança ? Não tenho.
Tenho vontade de a ter? Não sei. Ignoro a que venho, Quero dormir e esquecer. Se houvesse um bálsamo da alma, Que a fizesse sossegar, Cair numa qualquer calma Em que, sem sequer pensar,
Fernando Pessoa, 11-12-1933
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